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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Etiqueta no shopping: você não está comendo em casa!

O que acontece com as pessoas na praça de alimentação de shoppings? Eu não entendo!

A pessoa termina de fazer sua refeição, se levanta e deixa a bandeja suja sobre a mesa com a maior naturalidade, como um cão de rua que defeca, dá as costas pras fezes e segue sua vida...

Eu estive pensando sobre o assunto e desenvolvi minha tese:

Existem duas questões sobre a forma como essas pessoas lidam com suas bandejas sujas ou embalagens de comidas nas praças de alimentação dos shoppings. E ambas são muito erradas!

A primeira é que muitas destas pessoas trazem para o ambiente público das praças de alimentação a mesma relação que possuem com os afazeres domésticos em suas próprias casas; se vivem com os pais ou contratam empregados para lidar com suas louças sujas e limpeza doméstica, eles entendem que o mesmo se aplica à realidade dos shoppings, onde as faxineiras têm o dever de lidar com o assunto.

A segunda questão é a filosofia de que os serviços dos shoppings são pagos por uma porcentagem de seus gastos em produtos e serviços e, portanto, essas pessoas têm o direito de não retirar as bandejas sujas das mesas porque pagaram indiretamente para que as faxineiras façam isso por eles.

Em ambos os casos falta às pessoas a noção de civilidade. Por isso eu gosto de trabalhar com analogias. Analogias são ótimas pra ilustrar situações pra pessoas menos esclarecidas, como eu...

Imagine que você chega em casa apertado para usar o vaso sanitário, chega ao banheiro, levanta a tampa do vaso e percebe que ele se encontra “cheio” e que o odor que o material emite impregnou todo o banheiro. Você provavelmente xingará todos os “suspeitos” que vivem sob seu teto e:

1- Tendo a sorte de possuir um segundo banheiro, correrá para se aliviar nele;

2- Caso haja apenas um banheiro em sua casa, será obrigado a lidar diretamente com a eliminação do conteúdo que lhe impede de resolver suas necessidades e com o cheiro oriundo do material.

E é dessa forma que eu enxergo essa questão: quando uma pessoa usa a praça de alimentação de um shopping e “esquece” sua bandeja suja sobre a mesa, me vem sempre a cabeça o tipo de pessoa que vai ao banheiro e não dá a descarga nunca! Pra mim as duas situações são equivalentes em mal estar!

É chato ter que falar o óbvio, mas – principalmente quando o shopping se encontra cheio – a próxima pessoa a se sentar em sua mesa será obrigada a “dar descarga” na bandeja suja que você não fez questão de retirar da mesa. (Quer por achar que não devia ou por estar acostumado a ver os outros fazendo este serviço por você).

A lógica é simples: se todos retirarem suas bandejas sujas, sempre haverá mesas disponíveis. Se ninguém retirá-las, as mesas sempre estarão sujas...


Então da próxima vez que você tiver comido e estiver satisfeito, se levantando feliz de sua mesa, lembre-se da história do “vaso cheio”. Faça este pequeno gesto de retirar sua bandeja e ajude a tornar o dia de outra pessoa menos estressante! 


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quer melhorar o transporte público no Rio?

Pra você que é Carioca, não suporta o caos diário no nosso trânsito e o stress dentro de ônibus, trens e metrôs - imagine como sua vida seria se:

ÔNIBUS:

Os motoristas fossem treinados para arrancar e freiar os ônibus de forma suave, sem trancos (que derrubam as pessoas, causam desconforto e prejudicam o próprio veículo);

Se os motoristas fossem fiscalizados para que parassem em todos os pontos em que fossem chamados sem forçar os usuários a correr atrás dos mesmos ou correr risco de vida entrando ou saindo dos ônibus longe da calçada;

Se os mesmos só saíssem dos pontos após os passageiros terem pago a passagem e estarem confortáveis para se locomover no veículo (não necessariamente sentados, mas ao menos com suas carteiras ou bolsas fechadas);

Se os motoristas e trocadores fossem instruídos a respeitar a lei e não fumarem dentro dos veículos;

Se os motoristas e trocadores fossem instruídos a respeitar a lei e não ouvir música dentro dos veículos;

Se os motoristas parassem os ônibus e solicitassem que os passageiros que desobedecessem a lei anti-fumo  apagassem imediatamente o cigarro, mantendo o veículo parado enquanto a solicitação não fosse atendida e, mediante persistência do fumante, que acionassem a polícia pra retirar o indivíduo dos ônibus;

Se o mesmo fosse aplicado a pessoas que ouvem música em celulares e aparelhos sonoros dentro dos ônibus (e que fosse sugerido a usuários de Nextel que não usassem a função viva-voz dentro dos veículos);

Se houvesse viaturas da polícia situadas em pontos de ônibus estratégicos (locais de muita movimentação de usuários, como a Central do Brasil) com a função de inibir a invasão dos coletivos por mendingos, usuários de drogas e menores de rua;

Se os usuários fossem educados e cedessem voluntariamente seus lugares a pessoas idosas, grávidas, com crianças ou deficientes mesmo que não estivessem ocupando assentos reservados a estes usuários;

Se as empresas recebessem multas pesadas mediante infrações de trânsito como ultrapassagem de sinal, direção em alta velocidade e interdição de cruzamentos.

METRÔ:

Se os usuários fossem educados e cedessem voluntariamente seus lugares a pessoas idosas, grávidas, com crianças ou deficientes mesmo que não estivessem ocupando assentos reservados a estes usuários;

Se houvesse melhor treinamento dos condutores de metrô ou manutenção dos carros para que não houvesse mais freiadas bruscas (que acontecem em todos os trens diariamente);

Se o Metrô Rio oferecesse o dobro da frota atual de trens;

Se as pessoas saíssem mais cedo de casa ou tivessem mais paciência ao voltar para suas casas deixando de embarcar em trens lotados (reduzindo o lucro da empresa por um serviço mal prestado);

Se as estações fossem dotadas de banheiros e bebedouros (já que uma vez dentro da estação, não há como utilizar um banheiro externo ou comprar água fora da estação sem a perda do direito a embarcar novamente);

Se fosse impedida a circulação de trens com pessoas sem camisa ou falando em altos brados;

Se fossem retirados da composição pedintes e religiosos que ficam rezando durante a viagem e incomodando os passageiros.


Estas não são condições utópicas. Basta mobilização e conscientização da sociedade pra que estes pequenos detalhes se tornem melhorias enormes na qualidade de vida de quem depende de transportes públicos no Rio de Janeiro.